Ivan Rocha x Jel Lopes: um sumido pra sempre e o outro abatido em Teixeira de Freitas

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Por Athylla Borborema, teixeiranews.com.br Ivan Roche e Jel Lopes (teixeiranews.com.br) De 1991 a 1997, começou com Ivan Rocha em Teixeira de Freitas e se fechou a lista com Ronaldo Santana em Eunápolis. Assim a Bahia registrou 11 assassinatos de profissionais de imprensa e 224 jornalistas agredidos e ameaçados de morte no Estado. Era uma era de cão para o profissional de imprensa, onde muitos foram calados a bala. Época do império político e da pistolagem. Mas o Estado e a União se fizeram presentes e esta realidade mudou, mas ainda precisa mudar muito mais. Porque quando se mata um jornalista, se mata também a democracia e o direito de liberdade de expressão e, sobretudo, espeta os olhos da sociedade. O jornalista Ivan Rocha, que tinha 32 anos na ocasião, editor de três jornais de circulação dirigida e apresentador do programa jornalístico do meio-dia da Rádio Alvorada AM de Teixeira de Freitas, desapareceu na noite do dia 21 de abril de 1991, quando saía da casa da sua namorada, uma pedagoga que morava no bairro Urbis-I. No dia do seu sumiço ele havia anunciado no seu programa que entregaria ao desembargador Mário Albianni, então presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, que visitaria a cidade no dia seguinte, um dossiê com nomes de políticos e policiais que integravam o sindicato do crime na região. A promotora Graziella Junqueira que chegou à comarca de Teixeira de Freitas em setembro de 2009, tão logo assumiu a titularidade da 3ª Promotoria Criminal, quis conhecer o caso e oficiou à polícia judiciária que esclarecesse sobre os fatos objetivando reabrir o caso do jornalista Ivan Rocha, mas não obteve nenhuma resposta, justamente pela complexidade que gerou em torno do sumiço daquele profissional de imprensa, cujo corpo nunca apareceu e nem seu paradeiro tenha sido esclarecido por falta de autores definidos. A promotora na época, lamentou a prescrição do crime do jornalista Ivan dos Santos Rocha, que na quinta-feira, do dia 21 de abril de 2011, completou exatos 20 anos do seu sumiço. Jeolino Xavier Lopes, o “Jel Lopes” (itabunaurgente.com) E 23 anos depois, foi à vez do radialista e jornalista Jeolino Xavier Lopes, o “Jel Lopes”, 44 anos, diretor e editor do site Portal N3, assassinado com 6 tiros por volta das 21h15 desta quinta-feira (27/02), no interior do seu veículo, um Volkswagen modelo Voyage, cor verde, plotado com a marca do seu jornal eletrônico, na Rua da Saudade, no bairro Bela Vista, numa região central de Teixeira de Freitas. A sua namorada Daniele Ferreira dos Santos, 25 anos, acabou ferida na perna direita por um projétil de arma de fogo. No caso de Jel Lopes, o delegado-chefe da 8ª Coordenadoria Regional da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, delegado Marcus Vinicius disse na manhã desta sexta-feira (28), que a polícia trabalha com várias linhas de trabalho, mas tem que se ter cautela e paciência nas investigações para que haja uma resposta mais rápida.

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