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Missão internacional.

A SIP impulsiona no México uma agenda judicial contra a impunidade e em defesa da liberdade de imprensa

6 de mayo de 2026 - 16:42

Cidade do México (6 de maio de 2026) – Em um contexto marcado pela persistência da violência contra jornalistas e pelos altos níveis de impunidade nos crimes contra a liberdade de expressão, uma missão internacional da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), acompanhada por um representante do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), realizou uma série de reuniões de alto nível nesta cidade com autoridades do Poder Judiciário e da Procuradoria-Geral da República, com o objetivo de fortalecer a resposta institucional diante dos crimes contra a imprensa e promover padrões interamericanos na administração da justiça.

A missão realizou inicialmente um café da manhã de trabalho com o presidente da Suprema Corte de Justiça, Hugo Aguilar Ortiz, que esteve acompanhado por Amanda Pérez Bolaños, diretora-geral de Comunicação Social, e Greysi Adriana Muñoz Laisequilla, secretária particular do presidente da Corte.

Durante a reunião, a delegação da SIP destacou a importância estratégica de fortalecer a formação de juízes em matéria de liberdade de expressão em toda a América Latina e propôs a possibilidade de estabelecer um acordo de cooperação voltado à sensibilização de operadores do sistema judicial sobre padrões interamericanos.

A SIP, que possui ampla experiência em capacitação de juízes e operadores da justiça, ressaltou que esse tipo de formação contribui para uma melhor compreensão do alcance e dos limites da liberdade de expressão, fortalece a qualidade das decisões judiciais e reforça a proteção de um direito fundamental para a democracia.

Também expressou sua disposição de colaborar ativamente nesses esforços, contribuindo com sua experiência no monitoramento da liberdade de imprensa na região e aproximando os juízes dos desafios concretos enfrentados por jornalistas e meios de comunicação.

A delegação foi composta por Roberto Rock, ex-presidente da SIP e diretor do meio digital mexicano La Silla Rota; María Lorente, presidente da Comissão de Prêmios da SIP e diretora para a América Latina da Agence France-Presse; Armando Castilla, presidente do Grupo Vanguardia de Saltillo, México, e copresidente da Comissão de Novos Empreendimentos; Carlos Lauría, diretor executivo da SIP; José Zamora, diretor regional para as Américas do CPJ; e o jornalista colombiano Daniel Coronell, fundador da revista Cambio, que participou como convidado especial.

A missão também se reuniu com Mariana Díaz Figueroa, promotora especializada em Direitos Humanos da Procuradoria-Geral da República, e com Ruth Zenteno López, nova titular da Promotoria Especial para a Atenção de Crimes contra a Liberdade de Expressão (FEADLE), com quem analisou a persistência dos crimes contra jornalistas e os níveis de impunidade que caracterizam a maioria desses casos.

Nesse contexto, a SIP e as autoridades do sistema de justiça concordaram na conveniência de explorar a criação de um grupo de trabalho conjunto que permita o intercâmbio de informações, fortaleça a cooperação institucional e contribua para que um maior número de casos avance de forma efetiva dentro do sistema de justiça.

“Saímos dessas reuniões com um renovado otimismo: tanto o diálogo com a Corte quanto com a Procuradoria abre oportunidades concretas para avançar na luta contra a impunidade e fortalecer a proteção da liberdade de imprensa no México, por meio de maior cooperação institucional e um compromisso claro com os padrões interamericanos”, afirmou Rock.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada a defender e promover a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão nas Américas. É composta por mais de 1.300 publicações no Hemisfério Ocidental e tem sede em Miami, Flórida, Estados Unidos.

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