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Crime.

A SIP repudia assassinato do jornalista Josué Martínez Contreras no México e exige investigação exaustiva

17 de julio de 2026 - 12:40

Miami (17 de julho de 2026) – A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) repudia o assassinato do jornalista Josué Martínez Contreras, diretor do veículo digital Noticias San Martín Texmelucan, ocorrido em 16 de julho, em Puebla, no México. A organização hemisférica exige das autoridades uma investigação rápida, exaustiva e independente que permita identificar os responsáveis e determinar se o crime esteve relacionado ao seu trabalho jornalístico.

Martínez Contreras, conhecido como Josué Mac ou “El Jaguar”, também era advogado e professor. De acordo com reportagens da imprensa, ele foi atacado a tiros por desconhecidos que chegaram de motocicleta até sua residência, na comunidade de San Lucas Atoyatenco, onde efetuaram disparos diante de seu filho de 13 anos e de sua mãe.

Por meio do Noticias San Martín Texmelucan, uma página informativa no Facebook, o comunicador divulgava principalmente informações locais e realizava cobertura de temas de segurança e de acontecimentos de grande repercussão na região, segundo informou a organização Artigo 19.

Familiares afirmaram que, meses antes, ele havia recebido ameaças relacionadas a informações publicadas sobre um grupo criminoso. Pouco depois do assassinato, circulou na imprensa um vídeo gravado anteriormente no qual Martínez Contreras denunciava supostas ameaças contra ele. Esse antecedente reforça a necessidade de esclarecer as circunstâncias do ataque e determinar se houve alguma relação com seu trabalho jornalístico, segundo relatos da imprensa.

O presidente da SIP, Pierre Manigault, manifestou preocupação com “a violência persistente contra jornalistas no México” e lembrou que “a impunidade nesses crimes incentiva novos ataques contra a imprensa”. Manigault, presidente do grupo Evening Post Publishing Inc., com sede em Charleston, Carolina do Sul, Estados Unidos, instou as autoridades mexicanas “a não descartar o trabalho jornalístico como uma possível linha de investigação e a garantir justiça para a vítima e sua família”.

A presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Martha Ramos, afirmou que “cada assassinato de um jornalista representa um ataque direto ao direito da sociedade de estar informada”. Ramos, diretora editorial da Organização Editorial Mexicana (OEM), destacou que “as autoridades têm a obrigação de investigar esses crimes com diligência e garantir justiça para as vítimas e seus familiares”.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada a defender e promover a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão nas Américas. É composta por mais de 1.300 publicações no Hemisfério Ocidental e tem sede em Miami, Flórida, Estados Unidos.

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