Miami (31 de março de 2026) — Um ambiente adverso marcado pela violência, pressões estatais, limitações institucionais e impunidade ficou evidente com oito países do continente americano classificados na categoria de Alta Restrição do Índice Chapultepec de Liberdade de Expressão e de Imprensa 2025 .
O barômetro foi apresentado oficialmente pela SIP em 10 de março e revelou um cenário preocupante em relação a essas liberdades públicas: a média regional caiu para 47,10 pontos de um máximo de 100, o nível mais baixo registrado desde sua criação, há seis anos.
Ao grupo de países na categoria “Sem Liberdade de Expressão”, composto por Cuba, Venezuela e Nicarágua, seguem-se oito países na categoria de “Alta Restrição”, que são: Equador, Bolívia, Peru, Honduras, México, El Salvador, Cuba e Haiti.
O relatório também alerta que a deterioração se deve a fatores estruturais, como a violência contra jornalistas, a impunidade em crimes contra a imprensa, o uso de mecanismos legais para restringir o trabalho jornalístico e a estigmatização por parte do poder.
No Equador, a deterioração está estreitamente ligada ao contexto de violência e insegurança, que aumentou os riscos para jornalistas e meios de comunicação.
Na Bolívia, durante o período anterior à posse do novo governo de Rodrigo Paz, o clima de polarização e pressão política afetou gravemente o desempenho da imprensa independente.
O Peru, com deterioração significativa e atualmente em um contexto eleitoral complexo, enfrenta instabilidade política que resultou em tensões com a mídia, além de restrições ao acesso à informação e episódios de assédio.
Em Honduras, o período anterior às eleições gerais de novembro passado apresentou um ambiente particularmente desafiador, com altos níveis de violência contra jornalistas, estigmatização e fragilidades nos mecanismos de proteção.
No México, persistem os assassinatos de jornalistas, a impunidade estrutural e a insuficiência de medidas de proteção, fatores que consolidam um dos contextos mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo.
El Salvador registrou um retrocesso significativo, marcado por restrições relacionadas ao estado de exceção, pressão sobre a mídia independente e um clima de intimidação que levou ao deslocamento forçado de jornalistas.
Cuba continua caracterizada por um sistema de controle estatal sobre os meios de comunicação, censura estrutural e ausência de garantias para o exercício do jornalismo independente, situação que se agravou nos últimos meses.
O Haiti, por sua vez, enfrenta uma das situações mais críticas do hemisfério, com violência extrema, insegurança generalizada e condições que dificultam gravemente o trabalho jornalístico.
O relatório também adverte que a deterioração decorre de fatores estruturais como a violência contra jornalistas, a impunidade nos crimes contra a imprensa, o uso de mecanismos legais para restringir o trabalho informativo e a estigmatização por parte do poder.
A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada a defender e promover a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão nas Américas. É composta por mais de 1.300 publicações no Hemisfério Ocidental e tem sede em Miami, Flórida, Estados Unidos.