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Cobertura eleitoral.

A SIP insta candidatos e campanhas presidenciais na Colômbia a respeitar a liberdade de imprensa

O tom de confrontação se intensificou nos últimos dias e resultou em acusações públicas e ataques verbais contra veículos de comunicação e jornalistas.

26 de mayo de 2026 - 11:14

Miami (26 de maio de 2026) — A menos de uma semana das eleições presidenciais na Colômbia, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) exorta todos os candidatos e atores políticos a manterem um compromisso inequívoco com a liberdade de imprensa e o respeito ao trabalho jornalístico, e pede ao Estado colombiano que assegure as condições necessárias para que jornalistas e veículos de comunicação possam cobrir o processo eleitoral com plena independência, sem restrições nem intimidações.

O tom de confrontação se intensificou nos últimos dias e resultou em acusações públicas e ataques verbais contra veículos de comunicação e jornalistas, segundo documentado pela Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP). A SIP adverte que qualquer manifestação que busque desacreditar, estigmatizar ou deslegitimar o trabalho jornalístico enfraquece o debate democrático e limita o direito da população de acessar informação plural e confiável.

Nesse contexto, a SIP tomou conhecimento das denúncias recentes documentadas pela FLIP sobre ataques vinculados à campanha do candidato Abelardo de la Espriella contra jornalistas e meios de comunicação, bem como dos questionamentos formulados por pessoas próximas ao candidato Cepeda contra a revista Cambio. Esses episódios, embora de natureza distinta, refletem um ambiente de crescente tensão em relação ao exercício do jornalismo no contexto da campanha eleitoral.

“O debate eleitoral pode e deve ser vigoroso, mas jamais pode transformar a imprensa em alvo de pressões ou desqualificações”, afirmou Pierre Manigault, presidente da SIP. “Uma democracia sólida requer meios de comunicação capazes de informar, questionar e verificar sem temor de represálias. O respeito ao trabalho jornalístico fortalece a confiança pública e protege o direito dos cidadãos de tomar decisões livres e informadas”, afirmou Manigault, presidente do grupo Evening Post Publishing Inc., em Charleston, Carolina do Sul, Estados Unidos.

Por sua vez, Martha Ramos, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, destacou que “em períodos eleitorais, a tolerância diante da crítica e do escrutínio público assume especial relevância. Os candidatos têm a responsabilidade de contribuir para um ambiente de respeito e de reconhecer que o jornalismo cumpre uma função essencial na democracia ao oferecer informação e contexto à sociedade”, afirmou Ramos, diretora editorial da Organización Editorial Mexicana (OEM).

A SIP também instou o governo colombiano, as autoridades eleitorais e as forças de segurança a garantirem plenamente o exercício do jornalismo durante a reta final da campanha e no dia da eleição, para que jornalistas e meios de comunicação possam se deslocar, reportar e acessar fontes e locais de cobertura sem obstáculos, condicionamentos ou restrições indevidas.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada a defender e promover a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão nas Américas. É composta por mais de 1.300 publicações no Hemisfério Ocidental e tem sede em Miami, Flórida, Estados Unidos.

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