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Assédio e estigmatização.

A SIP condena veementemente a campanha de intimidação contra jornalistas em Honduras

7 de agosto de 2025 - 13:45

Miami (7 de agosto de 2025) – A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condena energicamente a campanha de intimidação empreendida em Honduras contra nove jornalistas, e exorta as autoridades a investigarem minuciosamente para identificar e punir os responsáveis. A poucos meses das eleições gerais, a organização também solicita o fim imediato desse tipo de hostilidade, para que jornalistas e meios de comunicação possam desempenhar seu trabalho informativo sem medo de represálias.

Na madrugada de 31 de julho, em diferentes ruas de Tegucigalpa, capital de Honduras, foram colocadas diversas faixas com os nomes, rostos e afiliações de nove jornalistas. Os cartazes, com a mensagem "Sicários da verdade, armas de desinformação em massa, não querem que as eleições ocorram", foram atribuídos ao Movimento Popular Hondurenho, segundo relatos da imprensa.

A Rede Centro-Americana de Jornalistas repudiou a ameaça e a estigmatização dirigida aos comunicadores: Juan Carlos Sierra, presidente do Colégio de Jornalistas de Honduras (CPH); Dagoberto Rodríguez, diretor da Radio Cadena Voces; Marlen Perdomo, diretora do Proceso Digital; Thelma Mejía, coordenadora de Informação e Investigação da TN5 e membro da Diretoria da Rede Centro-Americana de Jornalistas; Renato Álvarez, diretor do TN5 Estelar e do programa Frente a Frente; Blanca Moreno, jornalista do El Proselitista HN; Rodrigo Wong Arévalo, proprietário do Canal 10 TEN; Héctor Ordóñez, jornalista do Abriendo Brecha; e Eduardo Maldonado, proprietário e diretor da HCH.

O Colégio de Jornalistas de Honduras (CPH) também denunciou publicamente o que classificou como uma campanha de perseguição. Segundo a Rede Centro-Americana de Jornalistas, esse ato de hostilidade ocorreu após a divulgação de reportagens sobre o envolvimento das Forças Armadas nas eleições primárias.

O presidente da SIP, José Roberto Dutriz, repudiou "a estigmatização e o amedrontamento contra jornalistas e meios independentes, ações que aprofundam a intolerância, aumentam a polarização e enfraquecem a democracia". Dutriz, CEO e diretor-geral de La Prensa Gráfica de El Salvador, alertou que "campanhas de descredibilização, insultos e retórica hostil contra a imprensa podem resultar em episódios lamentáveis de violência".

Por sua vez, a presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Martha Ramos, instou as autoridades a intervirem com urgência. "Consideramos esta situação uma séria ameaça à segurança dos jornalistas", afirmou. Ramos, diretora editorial da Organização Editorial Mexicana (OEM), enfatizou que "o uso de faixas para desacreditar e intimidar não é uma expressão amparada pela liberdade de expressão; pelo contrário, busca gerar medo e silenciar a imprensa independente".

A SIP tem alertado em seus relatórios recentes sobre o crescente clima de tensão e hostilidade em relação à imprensa em Honduras, no contexto das eleições gerais previstas para novembro. A organização documentou um aumento nos níveis de intolerância à crítica, refletido em ameaças, intimidações, estigmatizações, agressões físicas seletivas, insultos, desqualificações e detenções arbitrárias.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada a defender e promover a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão nas Américas. É composta por mais de 1.300 publicações no Hemisfério Ocidental e tem sede em Miami, Flórida, Estados Unidos.

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