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Vulnerabilidade.

Seis jornalistas assassinados no México em 2026: a SIP exige medidas urgentes contra a violência e a impunidade

23 de julio de 2026 - 07:19

Miami (22 de julho de 2026) – A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condena veementemente o assassinato do jornalista mexicano Francisco Alejandro Leyva Aguilar, o sexto repórter assassinado no México em 2026, e exige das autoridades ações urgentes e efetivas para conter a violência contra a imprensa. A organização cobra uma investigação rápida, exaustiva e transparente que permita esclarecer a motivação do crime, identificar e punir todos os responsáveis e evitar que este novo caso se some à persistente impunidade que cerca os ataques contra jornalistas no país.

Leyva Aguilar foi atacado por homens armados nesta quarta-feira enquanto tomava café da manhã em um estabelecimento de comida de rua no município de San Pablo Etla, no estado de Oaxaca. Com este crime, sobe para seis o número de comunicadores assassinados no México neste ano, de acordo com reportagens da imprensa.

Reconhecido por sua coluna “El Zumbido del Moscardón”, o jornalista analisava de forma crítica a vida política de Oaxaca e denunciava episódios de violência e supostos vínculos entre o crime organizado e atores políticos. Horas antes de seu assassinato, havia publicado um texto no qual abordava a insegurança no estado e a suposta ingerência do crime organizado na economia e na política local, segundo informações jornalísticas.

“Este assassinato confirma, mais uma vez, o clima de extrema vulnerabilidade em que os jornalistas exercem sua profissão no México. Não se pode permitir que a violência continue silenciando vozes críticas. Exortamos as autoridades a agir com celeridade e firmeza para evitar que este crime fique impune”, afirmou Pierre Manigault, presidente da SIP e diretor do grupo Evening Post Publishing Inc., em Charleston, Carolina do Sul, Estados Unidos.

Leyva Aguilar tinha uma ampla trajetória no jornalismo e também atuou como diretor da Corporação Oaxaquenha de Rádio e Televisão (CorTV), informou a imprensa local. Suas opiniões e denúncias eram divulgadas em diversos meios locais e independentes, bem como em plataformas digitais, de acordo com reportagens.

“A repetição desses fatos violentos reflete a grave crise de segurança e de impunidade enfrentada pelo jornalismo no México. É urgente que o Estado adote medidas efetivas de proteção e garanta condições reais para o exercício livre e seguro da profissão”, afirmou, por sua vez, Martha Ramos, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP e diretora editorial da Organização Editorial Mexicana (OEM).

A SIP lembrou que na semana passada repudiou o assassinato do jornalista Josué Martínez Contreras, ocorrido em Puebla, o que evidencia um padrão alarmante de violência contra a imprensa no país.

A organização advertiu que o México continua figurando entre os países mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo e alertou que a persistente impunidade nos crimes contra jornalistas não apenas priva de justiça as vítimas e suas famílias, mas também alimenta a repetição desses ataques ao transmitir uma mensagem de permissividade diante da violência contra a imprensa.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada a defender e promover a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão nas Américas. É composta por mais de 1.300 publicações no Hemisfério Ocidental e tem sede em Miami, Flórida, Estados Unidos.

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