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Justiça e Imprensa.

Inauguram em Santo Domingo a Conferência Internacional de Comunicação Judicial

26 de noviembre de 2025 - 12:50

Inauguram em Santo Domingo a Conferência Internacional de Comunicação Judicial

Ex-presidente da SIP, José Roberto Dutriz, receberá amanhã o Prêmio Internacional “Justiça e Imprensa”

Miami (26 de novembro de 2025) O Poder Judiciário da República Dominicana e a Escola Nacional da Magistratura inauguraram hoje a Segunda Conferência Internacional de Comunicação Judicial, realizada nos dias 26 e 27 de novembro no hotel El Embajador, em Santo Domingo. O encontro reúne juristas, acadêmicos, jornalistas e especialistas internacionais para analisar boas práticas de comunicação voltadas ao fortalecimento dos sistemas de justiça.

A cerimônia de abertura contou com a presença de Henry Molina, presidente da Suprema Corte de Justiça; do magistrado Francisco Ortega Polanco, juiz da Segunda Câmara da Suprema Corte de Justiça e diretor da Cátedra Adriano Miguel Tejada de Justiça e Comunicação da Escola Nacional da Magistratura; do jornalista e empresário Juan Luis Cebrián, ex-diretor do El País e ex-presidente do Grupo Prisa; de Persio Maldonado, presidente da Sociedade Dominicana de Jornais; e do ex-presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), José Roberto Dutriz.

Em seu discurso de abertura, Dutriz, CEO e diretor-geral de La Prensa Gráfica, de El Salvador, destacou que “a liberdade de imprensa não é um acessório da democracia, mas um de seus pilares mais essenciais”, e alertou que a relação entre justiça, jornalismo e cidadania tornou-se mais complexa em um contexto de crescentes tensões na região. Ele observou que em vários países da América Latina surgem “formas novas e cada vez mais sofisticadas de pressão contra a imprensa”, incluindo ações judiciais abusivas, campanhas de estigmatização, vigilância digital e restrições indiretas ao acesso à informação pública.

Dutriz ressaltou que esses mecanismos — embora mais sutis do que a censura tradicional — podem ter um impacto profundo na vida democrática, enfraquecendo os meios independentes e afastando a população de informações confiáveis. Ele fez um apelo para que sejam reconhecidos os efeitos que processos judiciais podem ter quando utilizados de maneira inadequada, não apenas sobre a imprensa, mas também sobre o direito da sociedade à informação.

O ex-presidente da SIP também enfatizou a necessidade de fortalecer a sustentabilidade do jornalismo independente. “A liberdade de expressão requer meios fortes, redações sólidas e inovação tecnológica”, afirmou, lembrando que modelos de negócio e independência financeira são hoje tão determinantes quanto garantias legais.

Ele também propôs três linhas essenciais de ação: fortalecer a cooperação entre imprensa e sistema judicial por meio de canais institionais de diálogo; impulsionar a inovação e a alfabetização midiática para enfrentar a desinformação; e promover uma cultura pública que valorize a transparência, a crítica legítima e a informação verificada.

A conferência inclui painéis sobre a relação entre imprensa e Judiciário na era digital, inovação tecnológica em processos judiciais, sustentabilidade midiática, desinformação e liberdade de expressão, com especialistas da América Latina, Estados Unidos e Europa.

Amanhã, quinta-feira, acontecerá a cerimônia de encerramento, na qual será entregue o Prêmio Anual de Comunicação Judicial. No mesmo dia, Dutriz receberá o Prêmio Internacional “Justiça e Imprensa”, em reconhecimento à sua trajetória e às suas contribuições para a defesa da liberdade de imprensa e do acesso à informação pública nas Américas.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada a defender e promover a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão nas Américas. É composta por mais de 1.300 publicações no Hemisfério Ocidental e tem sede em Miami, Flórida, Estados Unidos.

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