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Crime. 

A SIP pede investigação oportuna sobre o assassinato de jornalista na Colômbia

“Este crime reflete a persistente vulnerabilidade dos jornalistas que cobrem territórios controlados por atores armados ilegais e a urgência de reforçar as medidas de proteção e justiça."

7 de mayo de 2026 - 17:10

Miami (7 de maio de 2026) – A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) expressou sua consternação pelo assassinato do jornalista colombiano Mateo Pérez Rueda, diretor do veículo El Confidente, de Yarumal, Antioquia, e instou as autoridades a mobilizar todos os recursos necessários para esclarecer o crime, identificar e punir os responsáveis e garantir que o caso não fique impune.

Pérez Rueda, de 25 anos e estudante de Ciência Política na Universidade Nacional, foi dado como desaparecido em 5 de maio na vereda Palmichal, município de Briceño, uma área com presença de grupos armados ilegais e confrontos com as forças de segurança. A Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP) alertou sobre o caso, e a informação sobre o assassinato foi posteriormente confirmada pelo Governo de Antioquia.

O jornalista estava na região com o objetivo de documentar a crise humanitária decorrente do conflito armado quando foi interceptado por integrantes da Frente 36 das dissidências das FARC, segundo relatos da imprensa.

Testemunhos de familiares indicam que Pérez Rueda teria sido retido por homens armados enquanto se identificava como jornalista, o que não impediu a agressão. Mateo foi “interceptado por homens armados em uma estrada rural de Briceño; fizeram-no descer da moto e pediram que os acompanhasse até um local próximo da vereda onde havia pessoas, e algumas testemunharam como ele foi maltratado. Ele se identificou como jornalista várias vezes, mas ignoraram isso e parece que tiraram sua vida”, disse seu primo Jorge Rueda, que acrescentou que a família espera que seu corpo seja recuperado.

Até o momento, as autoridades locais não conseguiram localizar o jornalista devido à falta de garantias de segurança na área rural. O governador de Antioquia anunciou uma recompensa de até 300 milhões de pesos colombianos (entre US$80.000 e US$84.000) por informações que permitam esclarecer o caso e encontrar os responsáveis.

“Lamentamos a violência que deixa uma profunda cicatriz em familiares e jornalistas, e reiteramos nossa preocupação com a deterioração das condições de segurança para o exercício do jornalismo em zonas de conflito na Colômbia”, afirmou Pierre Manigault, presidente da SIP e dirigente do grupo Evening Post Publishing Inc., com sede em Charleston, Carolina do Sul, Estados Unidos.

“Este crime reflete a persistente vulnerabilidade dos jornalistas que cobrem territórios controlados por atores armados ilegais e a urgência de reforçar as medidas de proteção e justiça. Exigimos do Estado colombiano uma investigação diligente, independente e eficaz que garanta que este assassinato não fique impune e que proteja o exercício do jornalismo em todo o país”, declarou, por sua vez, Martha Ramos, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP e diretora editorial da Organização Editorial Mexicana (OEM).

A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada a defender e promover a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão nas Américas. É composta por mais de 1.300 publicações no Hemisfério Ocidental e tem sede em Miami, Flórida, Estados Unidos.

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